“Júnior Costa voa alto na Sampdoria”

09/06/2011

 

Da Costa, Faça valer sua presença na Sampdoria !!

 

 

Abaixo segue a entrevista com o Goleiro da Sampdoria

Junior Costa  ( Da Costa).  Não gostei muito do rendimento dele, como titular, mas ele não é culpado, execeto na derrota contra a Roma, mas agora é levantar e seguir em frente.  Posto essa entrevista, como homenagem ao único brasileiro que faz parte do plantel atual da Sampdoria !!

Forza Da Costa !!

Forza Sampdoria !!!

Por

Nelson Cilo

do Diário do Grande ABC

http://www.dgabc.com.br/News/5890666/junior-costa-voa-alto-na-sampdoria.aspx

 

  Apesar do rebaixamento da Sampdoria, a estrela individual de Júnior Costa – ou Da Costa, segundo a imprensa italiana  sobe como nunca no país. É como se o ex-goleiro do Santo André interpretasse o papel daqueles mocinhos que saltam diferentes degraus nos imprevisíveis filmes do futebol. Aqui, nosso personagem abre-se de corpo e alma sobre as incertezas de quem aprendeu a superar desafios e preconceitos contra os novatos da corte. O afastamento como titular às vésperas da finalíssima da Copa do Brasil o alertaria para o fim do ciclo no Bruno Daniel.

      Coube a Júlio César erguer o troféu no Maracanã. Houve outros vencedores que derrubaram o poderoso Flamengo. Só que um dos heróis da campanha viu tudo apenas como coadjuvante na derradeira batalha nacional. Alguns títulos o valorizariam nas arquibancadas, mas nem tanto nos bastidores do clube. Sorte dele. Que, ousado, decidiu seguir a trilha reservada aos mais fortes. Os pais Dora e Angelo Costa, além de Sandra (irmã), Laura e Pedro (sobrinhos), agradecem aos céus e às injustiças que o incentivariam a não desistir da luta. Confiram os principais trechos da entrevista exclusiva no apartamento da família, em Rudge Ramos, São Bernardo.

 

DIÁRIO -Do Santo André à vitrine do futebol mundial…

JÚNIOR COSTA -  É como se a minha ficha não caísse. É provável que um dia eu caia na real, sei lá. De repente, estou nos mais importantes campeonatos do planeta. O Italiano, a Champions League, a Liga da Europa, a Copa da Itália, tudo.

DIÁRIO – Na frente dos principais astros do meio…

JÚNIOR -  Na frente das maiores estrelas, principalmente aquelas da Seleção Brasileira. Aí não tem como a gente não voltar ao passado de tantas incertezas nos meus tempos de Santo André. É lá que construí meu sonho. Ainda não consegui acordar.

DIÁRIO – como é que aconteceu a mudança?

JÚNIOR – Meu agente (Oscar Damiani) sugeriu que eu ficasse três meses no Varese para treinar. Ele justificou que seria preciso assimilar o idioma e conhecer o futebol do país. Aí, sim, ele iria me colocar em clubes maiores. Logo, assinei no Ancona.

DIÁRIO – Como foram as primeiras experiências?

JÚNIOR – De 2008 a 2010, permaneci no Ancona. Passei a pegar o jeito. Aprendi a língua. Escrevo fluentemente. Fui tão bem que a imprensa começou a me chamar de o Júlio César (Inter e Seleção Brasileira) da Série B. Aí ganhei muita confiança.

DIÁRIO – Não demorou para que a Sampdoria o levasse?

JÚNIOR – Me buscaram para disputar a temporada 2011. Tenho mais três anos de contrato. Apesar do rebaixamento, sou muito respeitado. Me valorizam. Eu e o Curcci nos revezamos, mas, como aconteceu na Copa da Itália, terminei como titular.

DIÁRIO – Você não sentiu o peso da responsabilidade?

JÚNIOR- Ao sair do Santo André para buscar novos ares, é provável que os desafios me deixassem inseguro ou me balançassem. Só que pude crescer interiormente. Recriei as forças que me ajudaram superar as dificuldades. Jamais desanimei.

DIÁRIO – É como se você fosse mais você na Itália?

JÚNIOR – Como é que eu diria? Aquilo tudo não me assustava. Ao contrário: aos poucos, me adaptei. Me sentia muito seguro. Sou de me transformar debaixo das traves. Aí assumo outra personalidade. O cara comportadinho desaparece de mim.

DIÁRIO – É como se o bicho te incorporasse. Seria isso?

JÚNIOR – É como se eu entrasse em transe. O goleiro é aquele cara que precisa explorar o lado maluco sem perder a inteligência. Afinal,ele analisa tudo em condições melhores. É necessário gritar, xingar e orientar, mas manter sempre o equilíbrio.

DIÁRIO – Ninguém invade?

JÚNIOR – Lá (na pequena área) aquele espaço é meu. Sou dono daquele território. Batalho demais durante a semana para defender a honra e a camisa do meu time. Não posso fraquejar nem vacilar. É do jeito que eu quero.

DIÁRIO – Já era assim naquela época do Santo André?

JÚNIOR – Me aprimorei no futebol italiano. Lá, eles te cobram pesado nos treinamentos. Exigem a mais absoluta concentração mental. Pedem que você esteja completamente focado. Caso contrário, te chamam para uma conversa. É na base do mais puro profissionalismo.

DIÁRIO – Aí você procurou envolver-se rapidamente?

JÚNIOR – É claro que sim. Aprendi que a gente deve usar a cabeça e não apenas o corpo. É como se eu descobrisse a nova paisagem de minha vida. Então, recuo aos meus primeiros passos e comparo as transformações do meu filme pessoal. Estou bastante feliz na carreira.

DIÁRIO – As lembranças da escolinha do Santo André…

JÚNIOR – Desde a Copa São Paulo (de Juniores, 2003). Dos amigos que tomaram diferentes rumos: Alex Bruno, Richarlyson, Nunes, Denni, Gabriel, Rodrigo Sá, o Tássio que agora defende o Palestra. Você não prevê o que virá. A gente deve usar a cabeça para que um dia…

DIÁRIO – No ano seguinte, veio a Copa do Brasil…

JÚNIOR – Faltavam três rodadas no momento em que o Júlio César me substituiu. Era como se aquele impacto emocional me tirasse a segurança. Posso ou não posso? Ai pensei: aqui acabou. Mas a culpa não era de ninguém. Era só minha mesmo.

DIÁRIO – Contam que a diretoria o teria dispensado…

JÚNIOR – Não, nunca. O Ronan (Maria Pinto, presidente) e o Romualdo (Magro Júnior, vice) até se propuseram a esticar meu contrato. Não concordei. Meu empresário italiano pagou uma certa quantia. Eles me liberaram e fui embora. E lá na Itália criei novas paisagens.

DIÁRIO – De repente, você lá no templo do San Siro…

JÚNIOR – É isso. No San Siro, no Olímpico de Roma e nos demais cenários que passaram a compor a minha vida profissional diante de Ronaldinho Gaúcho, Robinho, Alexandre Pato, Thiago Silva… Guardo as camisas de todos eles (orgulha-se ao buscá-las no quarto, mostrá-las e depois estendê-las no sofá do apartamento em que mora). Isso não tem preço, não é?

DIÁRIO – Quem é o mais chato e simpático da turma?

JÚNIOR – Alexandre Pato é o mais receptivo. Só que os quatro são muito legais. O Lúcio é o mais fechado. É o jeito dele. Ah, um detalhe curioso: quando encontro Hernanes (da Lazio), meu ex-companheiro no Santo André, a gente fala daqueles tempos. Engraçado: ele era reserva, mas retornou ao São Paulo como titular e até chegou à Seleção Brasileira.

DIÁRIO – Como é a tua rotina pessoal lá em Genova?

JÚNIOR – É de casa para os treinamentos. Vivo sozinho. Não tenho namorada. Existem 600 mil habitantes na cidade, muito trânsito e o porto mais importante de lá. O aquário é um dos mais famosos do mundo inteiro. Sempre que posso, vou conhecer outros países europeus.

DIÁRIO – Te idolatram?

JÚNIOR – O assédio é enorme nos shoppings. Todos te cercam, pedem autógrafos, querem tirar fotos. Às vezes, não dá nem para sentar nos restaurantes. É uma loucura. Já me acostumei. Genova me agrada. Mas no futuro não viveria lá. Meu lugar é aqui.


									

Di Carlo elogia a equipe, apesar da derrota para a Lazio

17/01/2011

Em entrevista ao canal SkySport, o técnico da Sampdoria Domenico de Carlo exaltou a Lazio por se mostrar um adversário difícil. E, mesmo com o blucerchiati saindo de campo sem trazer nenhum ponto para casa, após a derrota de 1 a 0 para a Lazio, Di Carlo elogiou a performance da equipe.

“Os garotos jogaram bem. Apesar dos desfalques, fiquei realmente satisfeito com meus jogadores, que cederam poucas chances ao adversário. Lamento apenas naquele momento quando Pazzini teve a chance de nos colocar à frente no placar e chutou por cima do gol. Poderia ter sido um jogo diferente caso ele tivesse acertado.”

Sobre o fato da equipe ter sofrido o gol nos minutos finais, Di Carlo comentou: “Claro que nunca é bom perder perto do fim do jogo, mas isso serve como um alerta de que você não pode deixar sua concentração escapar nem por um segundo.”

O próximo compromisso da Samp será no dia 19 (quarta) contra a Udinese, pelas oitavas-de-final da Coppa Italia.


Garrone garante continuidade a Di Carlo

12/01/2011
O presidente Riccardo Garrone (www.sampdoria.it)

O presidente Riccardo Garrone (www.sampdoria.it)

Traduções de Thiéres Rabelo

O presidente da Sampdoria, Riccardo Garrone, se disse incomodado com os rumores de uma troca no comando técnico blucerchiato. “Com 26 pontos na virada do ano, sem contar o fato de que temos um jogo a menos no primeiro turno, o time confirmou exatamente o mesmo percuso que no campeonato passado”, explicou Garrone no site oficial do clube. Leia o resto deste post »


Entrevista com Daniele Dessena

28/06/2010

O meia está retornando em definitivo para a Sampdoria, após boa passagem pelo Cagliari

Recém-casado e pai pela primeira vez, Daniele Dessena está de volta à Sampdoria. O clube adquiriu a outra metade do seu contrato com o Parma e agora possui o meio-campista de 23 anos em definitivo.

“Eu tenho que dizer a verdade? Nestes últimos dias estive pensando mais na minha parceira e no nosso bebê do que na minha carreira. Mas, agora, estou realmente feliz e realizado.”

Para aqueles que pensam que não existem mais jogadores jovens com uma boa cabeça e pés no chão, precisam rever seus conceitos ao ouvirem as palavras de Daniele Dessena. Há mais ou menos três semanas atrás nasceu Tommaso, filho de Carlotta e Daniele. Mas antes de sua esposa dar à luz, Dessena já estava sendo re-associado às cores blucerchiatas. Completamente. A Sampdoria adquiriu os 50% restantes do seu contrato.

“Eu sinceramente não esperava por isso” – disse Dessena. “Estou um pouco surpreso com os acontecimentos, mas estou feliz: retornar à Sampdoria é uma ótima notícia para mim, uma surpresa, no real sentido da palavra.”

Sampdoria.it: Quem te contactou de Gênova? Você já havia conversado com alguém?

Dessena: O diretor (Sergio) Gasparin me ligou diretamente. Eu ainda não o conheço, mas ele me deu as boas-vindas e disse coisas boas para mim. Eu ainda não conversei com Di Carlo (técnico), mas haverá bastante tempo para isso. Neste momento não sei se estarei na reapresentação do elenco no dia 06 de julho, tendo em vista que minha esposa ainda está se recuperando, mas é certo que eu estarei na concentração da equipe em Moena, e lá eu me colocarei totalmente à disposição da comissão técnica.

S: Depois de 1 ano ausente, você está retornando para a Samp no momento em que a equipe disputará uma Champions League. O que você espera neste retorno?

D: O meu desejo é jogar com regularidade, sou jovem e é normal ter certas aspirações. Meus antigos companheiros fizeram uma temporada excelente, e nessa temporada que se inicia haverá três competições importantes a serem disputadas (Liga, Copa e CL). Acredito que haverá grandes oportunidades para mim.

S: O quanto você ganhou (em termos de experiência) após jogar a última temporada pelo Cagliari?

D: Lá na Sardenha eu tive uma temporada bastante positiva, em todos os pontos de vista. Nosso elenco atuou bem, especialmente na primeira metade da temporada, quando jogamos de igual para igual contra todos. Só eu joguei mais de 30 jogos e me encaixei bem em um grupo de bons jogadores e pessoas.

S: Você mantém alguma boa lembrança em relação a sua primeira passagem pela Sampdoria?

D: É uma boa lembrança, sem dúvida. Não tive muitas oportunidades de ser titular, mas contando as participações na Liga, na Coppa Italia e na Copa da UEFA, entrei no campo umas 30 vezes. A memória que me vem a cabeça é de uma partida em Belgrado. Eu não fiz uma boa partida, mas fiz um gol que mudou toda a história do jogo e foi fundamental para a nossa classificação na fase de grupos. Espero que uma situação como essa se repita nesta temporada…”

Fonte: sampdoria.it


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