“Júnior Costa voa alto na Sampdoria”

 

Da Costa, Faça valer sua presença na Sampdoria !!

 

 

Abaixo segue a entrevista com o Goleiro da Sampdoria

Junior Costa  ( Da Costa).  Não gostei muito do rendimento dele, como titular, mas ele não é culpado, execeto na derrota contra a Roma, mas agora é levantar e seguir em frente.  Posto essa entrevista, como homenagem ao único brasileiro que faz parte do plantel atual da Sampdoria !!

Forza Da Costa !!

Forza Sampdoria !!!

Por

Nelson Cilo

do Diário do Grande ABC

http://www.dgabc.com.br/News/5890666/junior-costa-voa-alto-na-sampdoria.aspx

 

  Apesar do rebaixamento da Sampdoria, a estrela individual de Júnior Costa – ou Da Costa, segundo a imprensa italiana  sobe como nunca no país. É como se o ex-goleiro do Santo André interpretasse o papel daqueles mocinhos que saltam diferentes degraus nos imprevisíveis filmes do futebol. Aqui, nosso personagem abre-se de corpo e alma sobre as incertezas de quem aprendeu a superar desafios e preconceitos contra os novatos da corte. O afastamento como titular às vésperas da finalíssima da Copa do Brasil o alertaria para o fim do ciclo no Bruno Daniel.

      Coube a Júlio César erguer o troféu no Maracanã. Houve outros vencedores que derrubaram o poderoso Flamengo. Só que um dos heróis da campanha viu tudo apenas como coadjuvante na derradeira batalha nacional. Alguns títulos o valorizariam nas arquibancadas, mas nem tanto nos bastidores do clube. Sorte dele. Que, ousado, decidiu seguir a trilha reservada aos mais fortes. Os pais Dora e Angelo Costa, além de Sandra (irmã), Laura e Pedro (sobrinhos), agradecem aos céus e às injustiças que o incentivariam a não desistir da luta. Confiram os principais trechos da entrevista exclusiva no apartamento da família, em Rudge Ramos, São Bernardo.

 

DIÁRIO -Do Santo André à vitrine do futebol mundial…

JÚNIOR COSTA –  É como se a minha ficha não caísse. É provável que um dia eu caia na real, sei lá. De repente, estou nos mais importantes campeonatos do planeta. O Italiano, a Champions League, a Liga da Europa, a Copa da Itália, tudo.

DIÁRIO – Na frente dos principais astros do meio…

JÚNIOR –  Na frente das maiores estrelas, principalmente aquelas da Seleção Brasileira. Aí não tem como a gente não voltar ao passado de tantas incertezas nos meus tempos de Santo André. É lá que construí meu sonho. Ainda não consegui acordar.

DIÁRIO – como é que aconteceu a mudança?

JÚNIOR – Meu agente (Oscar Damiani) sugeriu que eu ficasse três meses no Varese para treinar. Ele justificou que seria preciso assimilar o idioma e conhecer o futebol do país. Aí, sim, ele iria me colocar em clubes maiores. Logo, assinei no Ancona.

DIÁRIO – Como foram as primeiras experiências?

JÚNIOR – De 2008 a 2010, permaneci no Ancona. Passei a pegar o jeito. Aprendi a língua. Escrevo fluentemente. Fui tão bem que a imprensa começou a me chamar de o Júlio César (Inter e Seleção Brasileira) da Série B. Aí ganhei muita confiança.

DIÁRIO – Não demorou para que a Sampdoria o levasse?

JÚNIOR – Me buscaram para disputar a temporada 2011. Tenho mais três anos de contrato. Apesar do rebaixamento, sou muito respeitado. Me valorizam. Eu e o Curcci nos revezamos, mas, como aconteceu na Copa da Itália, terminei como titular.

DIÁRIO – Você não sentiu o peso da responsabilidade?

JÚNIOR– Ao sair do Santo André para buscar novos ares, é provável que os desafios me deixassem inseguro ou me balançassem. Só que pude crescer interiormente. Recriei as forças que me ajudaram superar as dificuldades. Jamais desanimei.

DIÁRIO – É como se você fosse mais você na Itália?

JÚNIOR – Como é que eu diria? Aquilo tudo não me assustava. Ao contrário: aos poucos, me adaptei. Me sentia muito seguro. Sou de me transformar debaixo das traves. Aí assumo outra personalidade. O cara comportadinho desaparece de mim.

DIÁRIO – É como se o bicho te incorporasse. Seria isso?

JÚNIOR – É como se eu entrasse em transe. O goleiro é aquele cara que precisa explorar o lado maluco sem perder a inteligência. Afinal,ele analisa tudo em condições melhores. É necessário gritar, xingar e orientar, mas manter sempre o equilíbrio.

DIÁRIO – Ninguém invade?

JÚNIOR – Lá (na pequena área) aquele espaço é meu. Sou dono daquele território. Batalho demais durante a semana para defender a honra e a camisa do meu time. Não posso fraquejar nem vacilar. É do jeito que eu quero.

DIÁRIO – Já era assim naquela época do Santo André?

JÚNIOR – Me aprimorei no futebol italiano. Lá, eles te cobram pesado nos treinamentos. Exigem a mais absoluta concentração mental. Pedem que você esteja completamente focado. Caso contrário, te chamam para uma conversa. É na base do mais puro profissionalismo.

DIÁRIO – Aí você procurou envolver-se rapidamente?

JÚNIOR – É claro que sim. Aprendi que a gente deve usar a cabeça e não apenas o corpo. É como se eu descobrisse a nova paisagem de minha vida. Então, recuo aos meus primeiros passos e comparo as transformações do meu filme pessoal. Estou bastante feliz na carreira.

DIÁRIO – As lembranças da escolinha do Santo André…

JÚNIOR – Desde a Copa São Paulo (de Juniores, 2003). Dos amigos que tomaram diferentes rumos: Alex Bruno, Richarlyson, Nunes, Denni, Gabriel, Rodrigo Sá, o Tássio que agora defende o Palestra. Você não prevê o que virá. A gente deve usar a cabeça para que um dia…

DIÁRIO – No ano seguinte, veio a Copa do Brasil…

JÚNIOR – Faltavam três rodadas no momento em que o Júlio César me substituiu. Era como se aquele impacto emocional me tirasse a segurança. Posso ou não posso? Ai pensei: aqui acabou. Mas a culpa não era de ninguém. Era só minha mesmo.

DIÁRIO – Contam que a diretoria o teria dispensado…

JÚNIOR – Não, nunca. O Ronan (Maria Pinto, presidente) e o Romualdo (Magro Júnior, vice) até se propuseram a esticar meu contrato. Não concordei. Meu empresário italiano pagou uma certa quantia. Eles me liberaram e fui embora. E lá na Itália criei novas paisagens.

DIÁRIO – De repente, você lá no templo do San Siro…

JÚNIOR – É isso. No San Siro, no Olímpico de Roma e nos demais cenários que passaram a compor a minha vida profissional diante de Ronaldinho Gaúcho, Robinho, Alexandre Pato, Thiago Silva… Guardo as camisas de todos eles (orgulha-se ao buscá-las no quarto, mostrá-las e depois estendê-las no sofá do apartamento em que mora). Isso não tem preço, não é?

DIÁRIO – Quem é o mais chato e simpático da turma?

JÚNIOR – Alexandre Pato é o mais receptivo. Só que os quatro são muito legais. O Lúcio é o mais fechado. É o jeito dele. Ah, um detalhe curioso: quando encontro Hernanes (da Lazio), meu ex-companheiro no Santo André, a gente fala daqueles tempos. Engraçado: ele era reserva, mas retornou ao São Paulo como titular e até chegou à Seleção Brasileira.

DIÁRIO – Como é a tua rotina pessoal lá em Genova?

JÚNIOR – É de casa para os treinamentos. Vivo sozinho. Não tenho namorada. Existem 600 mil habitantes na cidade, muito trânsito e o porto mais importante de lá. O aquário é um dos mais famosos do mundo inteiro. Sempre que posso, vou conhecer outros países europeus.

DIÁRIO – Te idolatram?

JÚNIOR – O assédio é enorme nos shoppings. Todos te cercam, pedem autógrafos, querem tirar fotos. Às vezes, não dá nem para sentar nos restaurantes. É uma loucura. Já me acostumei. Genova me agrada. Mas no futuro não viveria lá. Meu lugar é aqui.


		

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